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domingo, 2 de setembro de 2012

Poligamia? Lenda ou Tendência?
















A polêmica chegou até a novela das oito (ops, 21 e 30) da Grôbo. Já faz um tempo que os nossos amados *pseudo-cults-hipsters-hare-boas* começaram a disseminar o chamado "relacionamento aberto". Em português: vc tem uma namorada(o), mas é livre pra poder ficar com quantas pessoas quiser. Não seria uma traição, porque está tudo, teoricamente, claro, acordado entre ambas partes que, maduras que são, jamais vão ter um chilique de ciúme se o companheiro(a) não puder sair num sábado a noite porque está ocupado(a). Tsá. Agora vamos deixar de carochinha e vamos aos fatos.

Primeiro, eu acho que pra ter um relacionamento poligâmico, vc precisa ser muito despreendida. Assim, realmente despreendida. Reflita se vc quer parecer despreendida, ou se vc é realmente despreendida. Tem uma grande diferença entre os dois. Vivemos em uma sociedade em que a monogamia é altamente cultuada, o casamento é o momento máximo da vida de uma pessoa, e a traição é o momento de humilhação mór. Sobreviver a uma traição (e dar a volta por cima) para a sociedade brasileira é tão louvado quanto ganhar um Prêmio Nobel. Então, é tudo bem se vc quer o seu relacionamento monogâmico com seu namorado só pra vc. Se vc não quer isso, por favor se assegure que é uma relação poligâmica que vc procura.

Voltando a nossa amada Avenida Brasil (oioioiinfinitos), eu acho um máximo que esse padrão monogâmico seja quebrado em horário nobre. Mostra que há outras possibilidades de relacionamento, e que as as pessoas podem ser felizes mesmo sem ter um homem pra chamar de seu. E é bom que a novela mostrou (não só de forma metáforica, mas literalmente), a importância de um contrato. As mulheres do Cadinho assinaram um. Na nossa vida real, tudo bem não ter essa prova no papel, mas é essencial sinalizar que toda relação precisa de um contrato.Não importa qual seja, pode ser um de monogamia, poligamia, zoofilia, qualquer coisa, mas é importante que as regras sejam claras, já dizia nossa sábio Arnaldo Cesar Coelho. A chance de "dar ruim" é menor quando ambas as partes sabem em que relação estão se metendo. Pode ver: a traição é tão doída, um dos motivos, porque atesta uma baita mentira de uma das partes. A quebra da confiaça mina o relacionamento. Se tudo estivesse claro, isso não ocorreria.

Portanto, a história do Cadinho eu acho um exemplo positivo de uma relação aberta, ou de poliamor, que está dando relativamente certo. A verdade é que hoje em dia temos muitas possibilidades de ficar com muita gente, essa coisa do amor livre, herança dos Woodstockianos (sejam louvados eles!). Mas é importante que vc decida qual relação se aplica melhor a vc. Cada indíviduo é um né. Poliamor, monoamor, o que de fato conta é vc estar feliz.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

All the single ladies now put your hands up!



Não é que eu tenha algo contra as pessoas serem felizes e quererem gritar isso pro mundo inteiro. Muito pelo contrário. Acho mesmo é que todo mundo tem que se jogar nesse mundo aí, sem amarras. 

Mas um “fenômeno” que eu tenho visto acontecer (muito!) são as recém solteiras naquela fase de se auto-afirmar para a sociedade – que, neste caso, respinga nas tais redes sociais. Eu sei que tô sendo repetitiva, mas isso realmente virou moda já que a bruxa do final dos relacionamentos anda solta. 

Fico refletindo sobre os motivos que levam essas pessoas a quererem estar o tempo todo parecendo felizes vivendo a V1D4 L0K4. Terminar um relacionamento não é fácil. Não importa o motivo, sempre vai doer.
Então por quê querer já no dia seguinte ao término postar uma foto com whisky e red label na night com legendas subliminares “Uhuuu. Sem comments"? Não força essa barra, né? Viver um pouco o luto faz parte do amadurecimento.

Ficar em casa ouvindo Adele (“Never mind I’ll find someone like you...”) é válido. Assistir Bridget Jones também. É bacana você se redescobrir nesse período, encontrar alguma coisa que você gosta de fazer, curtir um pouco de tempo com você mesma. 

Querer provar para os outros (que necessariamente tem alguma ligação com o ex) que você está bem é maior besteira. Viva seu tempo, deixe a dor chegar, chore mesmo. Não é para parar a vida porque seu relacionamento acabou, mas querer gritar que você "tá muito melhor assim" também não cola.

Depois essa fase passa (sempre passa!) e o desbunde vai ser natural. Pronto. Reinicie o ciclo. 
 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

A anti-negação



Por dois minutos faça uma mini meditação.

Pare tudo o que está fazendo, respire fundo três vezes e tente mentalizar alguns rabiscos que já passaram pela sua vida. Relembre de algumas histórias e seus desfechos.

Agora foque nos caras que você acredite que não eram muito afim de você. Provavelmente eles desmarcaram encontros, sumiram do chat, e disseram que não viram suas trinta ligações e cinquenta mensagens.

Relembre toda vez que você tentou ouvir a verdade, perguntou se ele não estava afim, se estava acontecendo alguma coisa. No fundo você já sabia a verdade, que ele não estava tão na sua, mas queria ouvir para internalizar e seguir o rumo da vida.

Provavelmente você ouviu que ele andava muito ocupado, ou que você estava viajando, que não tinha nada demais.

Sabe porquê? Porque cafuçus são adeptos da anti-negação.

No fundo eles sabem que vocês dois não deram liga. Talvez ele esteja interessado em outra periga, ou ainda esteja sofrendo as dores de cotovelo de um amor antigo. O problema é que, por uma construção social, disseminada em mesas de bar e apoiada pelos semelhantes deles, existe uma sabedoria popular masculina de que não se deve nunca, eu disse NUNCA, dizer não à uma mulher.

Isso quer dizer que ele pode não querer nunca mais te encontrar, não ter a menor vontade de tomar um chope com você, mas, ao invés de aplicar a sinceridade, mesmo que doa um pouco, e te deixar livre para ir em busca de outro rabisco, ele simplesmente não diz a verdade. Não diz que não está afim de você. 
Não diz nada.

Não pense que rola só com rabiscagens avulsas. E aquele cara que terminou o relacionamento com um motivo estranho e vazio? Disse que não é que não gostava mais de você, era só o momento errado. OI? 

Mas nós mulheres na maioria das vezes não usamos essa estratégia. Fazemos as honestas, dizemos para o cara que não vai rolar o chope, ao  invés de fazer como eles, dizer que HOJE não vai rolar o chope.

Pois isso é uma técnica de giração de prato da mais alta maestria masculina que também deve ser aplicada por nós. Em nenhuma hipótese admita que não vai sair com o cara, por mais que ele seja feio, estranho, chato e se ache o tal. A verdade, nós sabemos, é que essa pegação nunca vai acontecer, mas não precisa verbalizar para o mundo, basta guardar para você.

Isso pode parecer maquiavélico. E é mesmo, mas, como lutamos por direitos iguais, devemos também entender as estratégias alheias e usá-las. A sensação de que em alguma hipótese, mesmo que extremamente distante, você pode ser um stand by, é o que faz o NÃO uma palavra proibida no vocabulário masculino.

Faça o mesmo. Você não vai ser malvada. Vai ser anti-boa.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Dúvida da Leitora - É hora de Dar Tchau!

O post de hoje é sobre a dúvida da leitora que chamaremos de Ju. Segue o e-mail:

“Olá pirigas queridas! To querendo contar a minha história pra vocês tem um tempão, mas ela é tão grande que eu vou poupá-las disso tudo. Resumidamente, tava tudo dando certo entre eu e o boy magia, até ele foi se afastando, ficando frio, não respondia mais sms ou demorava anos... Aí eu peguei a mania chata de ligar pra ele SEMPRE que eu tava bêbada, ou seja. (porque só assim eu conseguia atenção [fundo do poço]) Enfim, agora o bofe acha que eu sou maluca e eu estou total in love :( Ajuda! Tem como reverter a situação?”

Querida Ju, vai o nosso parecer sobre a situação. 
Em primeiro, todas as pirigas aqui (ou a maioria, pelo menos) já passaram por uma situação parecida. Tem uma amiga minha costumava me dizer que celular na mão de bêbada/o vira arma. E vira mesmo, só que contra bêbada/o em questão (vc). Quem nunca encheu a cara e ligou para o rabisco que nunca mais tinha aparecido? Ou pro cafuçu karma? Pois é... No dia seguinte, sempre vem a ressaca moral acompanhada da física. O efeito disso é pior ainda quando esse tipo de atitude é recorrente, como foi no seu caso.

Como reverter? Olha, amigue, não garantimos que vá dá pra reverter nessa altura do campeonato... Mas dá pra não piorar a situação pra vc.  Como? Bom, todas aqui foram unânimes: não ligar mais pro boy. NUNCA mais mesmo! Nem sóbria, nem bêbada (ainda mais bêbada, nem pensar!). Se vc significa alguma coisa pro cafuçu, ele vai te procurar. Claro que não vai ser rapidinho, pois ele já percebeu seu ponto fraco. Vc comentou que ele acha que vc está “total in love” por ele, aí piorou. Mesmo que ele esteja mini a fim, sabe que não precisa fazer muito esforço, pois acha que vc sempre vai tá disponível. 

Pra sermos bem sinceras, não acreditamos que esse seja o caso, tá mais pra ele ter se desinteressado mesmo... E é normal isso acontecer. Por mais maravilhosas que sejamos, nem todo mundo é obrigado a gostar, né? Azar o deles, claro, mas ainda assim continuam tendo esse direito de não querer mais. E se fosse o inverso? Não é chato quando aquele prato que vc não quer girar mais fica insistindo?

Então, é isso! Sabe que vai sair, beber todas e não vai se controlar? Apaga o número do boy  do celular e parte pra “sijogação” na nighty! Não é o fim do mundo, é apenas um rasbico que se foi. A vida segue e a fila anda. Vc tem muitos pratos pra girar por aí, piriga! Desapego no mundo da piriguetchysse é pra vida, nunca se esqueça disso.
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